Descobrir minha vida amorosa, foi quase como descobrir que a morte existe. Sou daqueles que acha o amor complicado demasiado, mas sonha em tê-lo.
Desde sempre eu gostei de me "relacionar". A primeira pessoa com quem fiquei foi uma garota, na 6ª série, eu tinha 12 anos e foi no dia 12 de setembro de 2002 - gosto de datas. Foi lindo, gostoso, mas era uma menina, logo percebi que aquilo não era pra mim. Da primeira pra segunda houve um hiato de 1 ano e 4 meses. Fiquei com a minha, então, melhor amiga, assistindo Closer - Perto Demais. Foi um desastre, tanto que depois da sessão, NUNCA MAIS pensamos em algo parecido. E nisso vieram outras e outras e cada vez mais eu me irritava com aquilo, até que eu decidi me assumir gay.
Não foi do dia para a noite. Pensei muito antes de qualquer decisão e atitude, mas a tomei e fico muito satisfeito com o caminho que escolhi. Entretanto, escolhendo um caminho, há de se desbravá-lo, não é mesmo? E mais crises, mais transtornos, mais medos. Era diferente é claro, eu já não tinha mais 12 anos. Além dos beijinhos que eu dava na adolescência os meus relacionamentos eram regados de muito tesão. Sempre fui libidinoso (detalhe desnecessário). Mas ainda assim, a angústia era do Marcelo da 6ª série e continua sendo.
Atualmente não namoro pelo medo que tenho das coisas, das pessoas e do quão sério possa ficar. Mas nunca fui tão feliz e tão bem quisto, nunca me senti tão desejado e é assim que quero estar, assim que me sinto feliz. Mesmo que vivendo de uma ilusão, é a ilusão que me faz acordar de manhã e dizer um alegre "Bom Dia".
Vai uma carona?
Há 13 anos
