sexta-feira, 24 de julho de 2009

Doente

Quando se está doente, nada parece bom. O dia mesmo que ensolarado, fica cinza. O tempo mesmo que agradável, fica gelado. As pessoas mesmo que simpáticas, lhe parecem antipáticas. Eu quando estou doente fico assim. Estou gripado e sinceramente, não me agrada nada, ter de ficar debaixo de um edredom até sarar.

Alguém por favor, vem ficar comigo esta noite, alguém pra me sarar. Sarar tudo aqui dentro.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Banho de Chuva

Hoje chove e me faz rememorar.

Nunca fui um muleque arteiro, mas passei longe de ser santo. Eu era saudável. Brincava em demasia com tudo que me dispunha. Pega-pega, esconde-esconde, gato-mia, banco imobiliário, lego. Meu pai me enchia de brinquedos, dos mais caros aos mais simples e pra mim pouco importava. O gostoso era poder me divertir. Mas então chovia e eu não fazia nada, olhava os pingos que começavam por molhar a parte mais alta da veneziana de meu quarto, e pouco a pouco escorriam, embebedando-na de água que caia lá do céu. Era lindo e eu queria participar, mas mamãe não deixava. As poucas vezes que tomei banho de chuva foi escondido dela, e quando percebia a minha falta, punhasse a gritar e me colocava de castigo - fora as surras que tomava. Hoje lembro daqueles dias com divertimento. Boto-me a sorrir, porque diferente daqueles tempos, hoje não tenho vontade alguma de me molhar com aquela água que hoje sei como cai do céu. Prefiro ler e escrever dentro de casa ou no trabalho, rememorando e deixando o clima de nostalgia no ar.

Bons tempos.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Querido Diário - se ele existisse.

Eu sempre quis ter um diário, pra poder falar de mim. Quando criança ainda eu fiz terapia pra poder "me encontrar". Como algúém pode se encontrar aos 8 anos de idade? Quase impossível, mas me ajudou. Ajudou-me a perceber que se de alguma forma eu cresceria, seria contando do que sinto. Exteriorizando minh'alma.

Então pensei "um diário é um bom começo". Mas quem disse que eu conseguia mantê-los? Comecei cerca de 5 diários e nenhum tem mais do que 3 ou 4 escritos. Eu não conseguia dizer tudo que queria, porque nem eu mesmo o sabia. Doia muito dentro do peito, principalmente na escola, quando apontado me fechava ao invés de gritar. E aquilo ficava lá guardado e me remoia, e me doia.

Anos depois, com os avanços da internet, eu descobri o fotolog e foi nele que comecei a dizer o que sentia. Mas não foi de todo sucesso. Anos enclausurado dentro de mim mesmo, quando abri a portinha de meu raciocínio e deixei que por minhas mãos ele falasse, desandei a falar até o que nem mesmo pensava, me deixava usar. Uma catarse realmente.

Mas agora um pouco mais fortificado, tenho dois blogs e deles muito orgulho tenho. Neles habita o Marcelo que eu sou e que gosto de mostrar, o que sente e gosta que sintam. O que por diversas vezes ficou sem chão, mas vez ou outra, consegue voltar a si e tomar atitudes importantes. Tenho certeza que aqui e em meu outro blog renasci, e nessa nova vida dedicar-me-ei ao que mais alegria me dá: a escrita e a arte, em todas as suas vertentes.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Um bom colo seria bom

Ontem me afastaram de mim.

Uma grande amiga foi viajar, mas de forma inesperada. Conversavamos no quarto dela, quando surge seu pai e diz que dali 5 minutos iriam pra São Paulo. Nunca pensei que uma simples viagem pudesse me afetar tanto.

Estou triste realmente.

Ana é daquelas amigas que topam tudo. Se você propõe um passeio, uma festa ou uma aventura noturna atrás de companhias, ela topa. Conheço ela há pouco mais de 1 ano, mas desde o início ela foi minha confidente e minha irmã.

Ela volta daqui alguns dias, mas queria ela hoje. Preciso realmente de colo. Tem dias que é assim, nem Beyonce me entende.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Meu novo refúgio.

Quero aqui escrever das coisas do meu cotidiano, mas com a poesia que enxergo nele. Passar para os meus amigos-leitores o que de gostoso passa em minh'alma e o quão bem o exercício de escrever me faz. Quero mostrar-me mais. É claro que metáforas e a poesia ficarão a postos assim que achar melhor me esconder um pouquinho, mas criei esse novo refúgio, porque tenho necessidade de me explicitar, de mostrar minha relação com o externo e como resultado lhes por em viagem ao meu interno, que nada mais é do que a soma de tudo que me circunda.