terça-feira, 11 de agosto de 2009

Quando eu crescer, eu quero ser.

Eu tinha quatro anos e falava a quem quisesse ouvir que gostaria de ser médico, "queria salvar as pessoas" - dizia eu. Mas sabe como é criança, não é mesmo? Troca de vontades como quem troca de roupas. Logo a vontade passou e vieram outras: bombeiro, engenheiro, advogado, astronauta, promoter. Enfim, tudo que era possível.

Mas cresci e as vontades passageiras pararam e as vontades reais começaram a aparecer. Decidi-me por ser dançarino. Amo qualquer tipo de dança, e como sempre digo, expresso-me muito melhor com o corpo do que com as palavras. Entretanto, no Brasil ainda é muito complicado sonhar com isso, é muito difícil e fazer os cursos e aulas necessários são demasiado caro. Não desisti, mas deixei pro futuro.

Hoje sei o que quero exatamente, quero ser um artista, no significado abrangente da palavra. Quero emocionar as pessoas, quero saber dizer exatamente o que penso. Expressar-me de todas as formas possíveis é o que me chama, mas não só isso. Eu sempre fui sensível as outras pessoas, seus dilemas, seus problemas, tanto que sempre fui classificado como um bom amigo. Sempre fui um bom ouvinte. Pondo em vista isso, a relação humana me fascina e os problemas que ela enfrenta também. Quero ajudar o próximo, voltas e voltas pra dizer isso, mas é exatamente isso. Tenho como meta tornar tudo que está a minha volta melhor, mais claro, mais simples. Não gosto de pessoas comuns, mas o simples me agrada.

Talvez essa seja a arte que mais fortemente pulsa em mim, as outras podem ser apenas vertentes, caminhos diferentes de expressar-me. Não sei ainda, mas veremos, tenho uma vida inteira pela frente.

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