quarta-feira, 22 de julho de 2009

Querido Diário - se ele existisse.

Eu sempre quis ter um diário, pra poder falar de mim. Quando criança ainda eu fiz terapia pra poder "me encontrar". Como algúém pode se encontrar aos 8 anos de idade? Quase impossível, mas me ajudou. Ajudou-me a perceber que se de alguma forma eu cresceria, seria contando do que sinto. Exteriorizando minh'alma.

Então pensei "um diário é um bom começo". Mas quem disse que eu conseguia mantê-los? Comecei cerca de 5 diários e nenhum tem mais do que 3 ou 4 escritos. Eu não conseguia dizer tudo que queria, porque nem eu mesmo o sabia. Doia muito dentro do peito, principalmente na escola, quando apontado me fechava ao invés de gritar. E aquilo ficava lá guardado e me remoia, e me doia.

Anos depois, com os avanços da internet, eu descobri o fotolog e foi nele que comecei a dizer o que sentia. Mas não foi de todo sucesso. Anos enclausurado dentro de mim mesmo, quando abri a portinha de meu raciocínio e deixei que por minhas mãos ele falasse, desandei a falar até o que nem mesmo pensava, me deixava usar. Uma catarse realmente.

Mas agora um pouco mais fortificado, tenho dois blogs e deles muito orgulho tenho. Neles habita o Marcelo que eu sou e que gosto de mostrar, o que sente e gosta que sintam. O que por diversas vezes ficou sem chão, mas vez ou outra, consegue voltar a si e tomar atitudes importantes. Tenho certeza que aqui e em meu outro blog renasci, e nessa nova vida dedicar-me-ei ao que mais alegria me dá: a escrita e a arte, em todas as suas vertentes.

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